Victor Tavares
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VARIEDADES II


“To me shorthand is a cultural achievement that I want to preserve for posterity.”
(Jürgen Haussmann)

 

 

  1. Um interessante relato sobre como os taquígrafos foram os primeiros a reconhecer a utilidade do gravador de fita e os primeiros a utilizá-lo como instrumento de trabalho.
  2. A OBRA DE TAYLOR (O Pai da Taquigrafia Moderna)
  3. A taquigrafia no SERTÃO
  4. Ausonio Decimo Magno, um dos últimos poetas latinos, escreveu a mais bela ode jamais
    composta em louvor da taquigrafia e dos taquígrafos.
  5. JACI MONTEIRO, o "príncipe dos taquígrafos brasileiros".
  6. Você sabia que Franz Kafka era taquígrafo?
  7. O cérebro musical. Interessante pesquisa científica realizada em Hannover. A descoberta pode ser aplicada, de igual forma, ao "cérebro taquigráfico"!
  8. Vocabulário de Termos Taquigráficos.
  9. Uma Monografia: "Do Oral para o Escrito: Um Ofício do Taquígrafo Parlamentar".

 

1. (EXTRATO DO LIVRO "MADE IN JAPAN", de Akio Morita)
Éramos apenas dois engenheiros sonhando alto com o sucesso. Pensávamos
que, ao fabricar um produto excepcional certamente faríamos uma fortuna. Eu também
queria muito converter o gravador de fita num grande sucesso, e, quando ele ficou pronto,
eu fazia demonstrações diariamente, sempre que encontrava gente disposta a ver e a ouvir.
Levava a máquina para empresas, universidades, carregava-a no nosso caminhãozinho,
levando-a à casa de amigos, para que eles gravassem suas vozes. Eu parecia um artista
ambulante, instalando a máquina, gravando as vozes das pessoas e, depois, tocando-as no
gravador, para a alegria e a surpresa de todos. Eles gostavam, mas ninguém se dispunha a
comprar. Com pequenas variações, todos diziam: "É divertido, mas a máquina é um
brinquedo muito caro".
Entendi então que dispor de uma tecnologia singular e com ela fabricar produtos
diferentes não era suficiente para manter o negócio em funcionamento. Era preciso
também vender os produtos, e para isso mostrar ao comprador potencial o valor real do que
se está oferecendo. De repente, compreendi, chocado, que teria de ser eu o vendedor na
nossa pequena companhia. Afinal, era muita sorte ter um génio como Ibuka, que podia se
concentrar totalmente no desenho e fabricação de um produto inovador, enquanto eu
aprendia os segredos do merchandising do nosso negócio.
Felizmente, um incidente casual deu-me um impulso. Enquanto eu tentava descobrir
onde vínhamos errando na venda dos nossos gravadores, passei por uma loja de
antiguidades, não muito longe de minha casa em Tóquio. Eu não tinha grande interesse por
antiguidades e nem mesmo as apreciava por seu valor, mas ali, olhando esses velhos
objetos de arte, deslumbrado com seus altos preços, observei um cliente comprando um
vaso antigo. Sem nenhuma vacilação, o homem pegou sua carteira e deu um montão de
notas ao dono da loja. Vi que o preço ia muito além do que pedíamos pelo nosso gravador
de fita. Por que, eu me perguntava, alguém pagava tanto por um objeto velho, sem nenhum
valor prático, enquanto um aparelho novo e importante como o nosso não interessava a
ninguém? Me parecia claro que o valor do gravador era muito maior do que o de uma peça
de Antiguidade, porque poderia melhorar a vida de quem o comprasse. Pouca gente, eu
supunha, poderia apreciar as belas linhas do vaso antigo, produto tão caro que poucos se
atreveriam a tê-lo nas mãos, com receio de quebrá-lo. Um gravador de fita, no entanto,
podia servir a centenas, quem sabe milhares de pessoas, divertindo-as, educando-as,
ajudando todas a melhorar seu próprio nível de conhecimento. Eu não duvidava de que o
gravador fosse a melhor compra, mas percebi que o vaso tinha um valor definido para
aquele colecionador de antiguidades, e ele tinha suas razões muito especiais para investir
tanto dinheiro no objeto. Alguns de meus ancestrais tinham feito a mesma coisa, como
também eu faria mais tarde. Naquele momento, porém, eu compreendi que, para vender
nosso gravador, teria primeiro que identificar as pessoas e as instituições mais inclinadas a
reconhecer o valor do nosso produto.
Constatamos - quer dizer Tamon Maeda constatou - que. durante o período inicial do
pós-guerra, havia grande falta de estenógrafos no país. porque muita gente tinha sido tirada
da escola e desviada para o esforço de guerra. Até que se resolvesse o problema, os
tribunais japoneses faziam seu trabalho contando com um grupo muito pequeno desses
profissionais. Assim, com a ajuda de Maeda. conseguimos fazer uma demonstração de
nossa máquina na Suprema Corte, e no ato vendemos vinte unidades! Aquela gente não
demorou para descobrir como poderia dar uso prático ao nosso instrumento - reconheceram
imediatamente o valor do gravador de fita. que para eles não era nenhum brinquedo.

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                     3.  LEONARDO MOTA , folclorista dos maiores que já tivemos, era taquígrafo. Usou a taquigrafia para recolher tudo que podia do nosso folclore. Leonardo Mota conseguiu registrar, pela taquigrafia, muitos dos improvisos de Sinfrônio, afamado cantador-violeiro cego do Ceará, inclusive algumas disputas entre ele e outros cantadores célebres do interior cearense e nordestino.
               Cantadores (1921), Violeiros do Norte (1925), Sertão alegre (1928), No tempo de Lampião (1930), Prosa vadia (1932) e muitos artigos publicados na imprensa fazem parte do acervo literário de Leonardo Mota.
              No livro "Adagiário Brasileiro", coletânea de frases colhidas pelo Brasil afora por LM, assim o descrevem Moacir Mota e Orlando Mota, filhos do folclorista: "Em anos seguidos de intermináveis e exaustivas andanças, cruzou e recruzou o Brasil, vendo, ouvindo, observando e anotando, atento a todas as manifestações da alma popular. Fez obra de autêntico bandeirismo nacionalista."
               Leonardo Mota nasceu no dia 10 de maio de 1891, um domingo, às 7 horas da manhã, na vila de Pedra Branca, Ceará. Morreu no dia 2 de janeiro de 1948, em Fortaleza, na sua residência, de um colapso cardíaco.
               O legado de Leonardo Mota é tão rico, que assim recomenda Luís da Câmara Cascudo (outro grande folclorista) a Orlando Mota, filho de Leonardo:
                "Não mexe em nada do que o teu pai escreveu. Orlando, Orlando... O que o Leota fez está feito e é sagrado."
                 "Em 1921, Leonardo Mota é recebido por Rui Barbosa, que o ouve longamente sobre os seus estudos folclóricos, e para quem Leonardo Mota recita versos e conta anedotas sertanejas. Também o Presidente da República, Epitácio Pessoa, o recebe na intimidade do seu lar, ao lado da família e de amigos. Leonardo Mota fala sobre poesia e linguagem do sertão do Ceará." (Adagiário Brasileiro, pág. 33)
                 "Em 1924, faz outra viagem aos sertões caririenses em busca de material folclórico e pronunciando conferências. Visita desta vez o Crato, Juazeiro, Barbalha, Ingazeiras, Missão Velha, Senador Pompeu, Aurora..."
                  ‘‘Nasci para viver de lápis em punho, a registrar as inconfundíveis maneiras de falar dos sertanejos de meu país’’, explicava-se ‘‘Leota’’, como o chamavam os amigos e como ele assinava os seus artigos no ‘‘Correio do Ceará’’.
                  ‘‘Violeiros do Norte’’, um de seus livros , foi premiado pela Academia Brasileira de Letras, o que garantiria a Mota o título de ‘‘Embaixador do Sertão’’.

"Nos primeiros arrancos do entusiasmo, José Lins do Rego chamou-o taquígrafo dos cantadores." (Citação de Luís da Câmara Cascudo, extraída do prefácio da terceira edição do livro "Cantadores", de Leonardo Mota,)"

"Leonardo Mota fora, como dizia José Lins do Rego, um taquígrafo honesto e capaz e não um colaborador deformante dos versos registrados, como fizeram Almeida Garrett em Portugal e José de Alencar no Brasil." (Citação de Luís da Câmara Cascudo, extraída do prefácio da terceira edição do livro "Cantadores", de Leonardo Mota,)


Leonardo Mota

 


Leonardo Mota, em pleno sertão, taquigrafando.

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        4. Ode composta por Ausonio, poeta latino, em louvor da taquigrafia e dos taquígrafos.

AD NOTARIUM VELOCISSIME EXCIPIENTEM

Puer, notarum praepetum
sollers minister, advola.
Bipatens pugillar expedi,
cui multa fandi copia,
punctis peracta singulis,
ut una voce absolvitur.

Evolvo libros uberes,
instarque densae grandinis
torrente lingua perstrepo:
tibi nec aures ambigunt,
nec occupatur pagina.
Et mota parce dextera
volat por aequor cereum.

Cum maxime nunc proloquor,
circumloquentis ambitu,
tu sensa nostri pectoris
vix dicta jam ceris tenes.
Sentire tam velox mihi
vellem dedisset mens mea,
quam praepetis dextra fuga
tu me loquentem praevenis.

Quis, quaeso, quis me prodidit?
Quis ista jam dixit tibi,
quae cogitabar dicere?
Quae furta corde in intimo
exercet ales dextera,
quis ordo rerum tam novus
veniat in aures ut tuas,
quod lingua nondum absolverit?

Doctrina non haec praestitit;
nec ulla tam velox manus
celeripedis compendii.
Natura munus hoc tibi
Deusque donum tradidit,
quae loquerer ut scires prius
idemque velles, quod volo.

***


A UM TAQUÍGRAFO MUITO VELOZ

Apressa-te, jovem e hábil taquígrafo,
prepara a tabuleta, sobre a qual,
com simples sinais,
escreves frases inteiras,
com a mesma presteza com que outros
fixam uma só palavra.
Dito realmente depressa;
falo aos borbotões,
qual chuva torrencial de granizo.
Mas nada escapa aos teus ouvidos,
e as tuas tabuletas nunca se enchem.
Tua mão parece imóvel, mas voa sutil
pela superfície encerada;
e mal tenho proferido longas frases,
já as fixaste.
Quando, em grande estilo,
componho o meu discurso,
teus sentidos súbito pressentem
o que nem ainda foi dito.
Que rapidez é esta
que não tem o meu engenho,
mas existe em tuas mãos,
que nem sequer o mover
dos meus lábios esperam?
Dize-me -
já que te antecipas às minhas idéias
como consegues me descobrir?
Quem te deu a conhecer
o que tenho em mente,
se com a língua ainda não o expressei?
Que segredos são esses?
De coisa igual não se tem notícia!
Que arte é essa que, em poucos sinais,
resume o sentido de compêndios inteiros?
É-me forçoso concluir:
Tu tens certamente um dom especial
a ti conferido pela Natureza
e por Deus.
Só eles poderiam permitir que um homem
queira e pense exatamente
o que eu penso e quero.

***

           

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5.


Jaci Monteiro, "o príncipe dos taquígrafos brasileiros".

Tendo iniciado a profissão aos 17 anos no Senado, Jaci Monteiro grangeou, desde logo, notável conceito, pela sua capacidade intelectual e técnica como estenógrafo. Pelos serviços mais tarde prestados à frente da Taquigrafia da Câmara, assim como na III Reunião de Chanceleres, organizando e dirigindo o registro dos debates em vários idiomas, tornou-se um técnico bem conhecido, sendo consagrado, no país e no estrangeiro, como a expressão máxima da taquigrafia brasileira.
Nasceu no dia 4 de maio de 1879, no Rio de Janeiro. Faleceu em 6 de julho de 1955.
Extraímos, do opúsculo "Jaci, o príncipe dos taquígrafos brasileiros", os seguintes comentários interessantes:
"O jovem, que já estudara o sistema de Samuel Taylor pelo livro de Cantanhede de Morais, e também o de Marti-La Grange, no livro de Veridiano de Carvalho, escolhe o processo da "Nova Taquigrafia", de Silva Velho, que não tinha data, mas, por informação do próprio Dr. Domingos Jaci Monteiro, era de 1854, passando Eurico a utilizar-se deste último, com alterações indicadas por Luiz Leitão. Mais tarde modifica profundamente tal processo, inclusive no tocante ao alfabeto, e adota novo conjunto de sinais silábicos e terminações, para o que aproveita muito dos trabalhos do mesmo Silva Velho e da sábia orientação recebida do grande amigo Leitão."
Em manuscrito deixado por Luiz Leitão, lê-se que Jaci "pôde, com judiciosa adaptação de sinais silábicos e favorecido por sólida preparação mental, realizar o tipo do taquígrafo moderno, já pela presteza com que apanha as mais velozes orações, já pela facilidade e inteligente fidelidade com que as traduz".
"Com grande facilidade para os estudos, pendor acentuado para a matemática e línguas, aplica a estenografia ao francês, inglês e espanhol, o que bem se verificou em congressos especializados nos quais atuou com a responsabilidade do apanhamento taquigráfico dos debates, conquistando as mais honrosas referências, pela perfeita execução dada aos encargos que lhe foram atribuídos. Espírito observador, memória excepcional..."
"Duzentas e duas palavras por minuto, taquigrafadas e decifradas, em língua portuguesa, representam o recorde de que é detentor esse profissional."

 


Aspecto do recinto da Câmara, ao ser votada a declaração de guerra (1917). Jaci taquigrafando de pé, próximo à Mesa. O apanhamento taquigráfico prende a atenção do Deputado Cincinato Braga.


Taquigrafia do JACI. Início de um discurso do chanceler Aranha, ao encerrar-se a III Reunião de Consulta (1942).


Tradução: "ARANHA — Meus caríssimos colegas. Amanhã às 6 horas, deverão ser encerrados os nossos trabalhos e, antes, pretendia eu testemunhar, a cada um e a todos vós, o profundo e sincero agradecimento do meu Governo e do meu Povo pela maneira por que colaborastes, todos, nessa obra maravilhosa, que vai ser crecente na admiração dos povos e no aplauso dos vindouros — a III Reunião de Consulta dos Chanceleres da América.
O testemunho pessoal, a generosidade, a abundância dos conceitos de cada um e de todos os oradores nesta sessão fazem que eu me antecipe nesse agradecimento e, desde já, diga a meus eminentes colegas da emoção e do reconhecimento com que o meu Presidente, eu mesmo, os funcionários desta Casa e o Brasil recebem esse testemunho generoso dos Chanceleres da América.
A verdade é que há uma semana apenas chegastes, um após outro, a esta cidade, como representantes de vossas Pátrias, e trazíeis como missão capital, dada por vossos Governos e por vossos Povos, a de aqui colaborar e cooperar, a fim de que medidas fossem adotadas, capazes de proteger a América contra as ameaças de um mundo subvertido. São passados poucos dias; mas os amigos não se fazem no tempo, se fazem talvez sem que nós mesmos tenhamos..."

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6. Veja artigo de O Jornal do Brasil, em que menciona: "O documento, escrito em letra miúda em 316 folhas soltas de um caderno de notas com muitas anotações taquigráficas, inúmeras revisões e trechos riscados, é o único manuscrito de O Processo.            

 
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7. É fato inconteste estar a "velocidade taquigráfica" no cérebro e não nas mãos do taquígrafo, como muitos pensam. É no cérebro que o taquígrafo transforma os sons que escuta em sinais taquigráficos. Por ser a taquigrafia uma escrita fonética, em que o taquígrafo escuta os sons e simultaneamente transforma esses sons em sinais taquigráficos, tem esta escrita muita semelhança com os sinais musicais e a sonoridade produzida pelo pianista. A diferença entre um pianista e um taquígrafo é que o pianista lê os sinais musicais e os transforma em sons e o taquígrafo escuta os sons e os transforma em sinais taquigráficos.
Veja esta interessante pesquisa sobre o "cérebro musical", realizada no Instituto para a Fisiologia da Música da Escola Superior de Música de Hannover, na Alemanha.


O cérebro musical

 Quando um leigo observa um pianista tocando, pergunta-se a si mesmo, depois de alguns minutos de admiração: como ele consegue tocar assim? Alguma coisa ele deve ter que eu não tenho.

Exato. Há realmente uma diferença entre o cérebro de um músico profissional e o de um leigo. O Instituto para a Fisiologia da Música e Escola de Música de Hannover conseguiram tornar evidente esta diferença por meio de uma experiência científica.

Uma leiga e uma pianista profissional efetuam um atrás da outra dois exercícios musicais ao piano:

As duas pessoas cobaias tocam num teclado de um piano eletrônico desligado, tocam num piano, por assim dizer, mudo.

  1. As duas cobaias ouvem diferentes seqüências sonoras, sem moverem os dedos. Durante as duas tarefas, a atividade do cérebro das cobaias é medida. Resultado: quando a pianista profissional move o dedo, sem ouvir nada, são ativados, no cérebro, não só o centro do movimento, mas ao mesmo tempo também o centro da audição. Também quando ela só ouve, sem mover os dedos, são ativados não só o centro da audição mas também o centro do movimento. Na pianista profissional são também ligados ambos os centros do cérebro, através de “vias nervosas”. O mesmo não acontece com a pianista iniciante. Quando ela movimenta os dedos, sem ouvir alguma coisa, só o centro do movimento no cérebro é ativado. E quando ela apenas ouve, sem movimentar os dedos, só o centro da audição é ativado.

Uma terceira etapa da experiência tentou esclarecer por quanto tempo deve um aluno iniciante de piano exercitar-se até que os dois centros do cérebro (o do movimento e o da audição) começassem a trabalhar juntos. Para tanto, a aluna iniciante treinou durante 20 minutos. Ela ouviu as seqüências sonoras e depois tocou. Em seguida, fez ambos os exercícios, em que foi medida a atividade do seu cérebro. O resultado surpreendente: após 20 minutos de exercício, já se pôde ver uma leve fusão dos dois centros cerebrais, o do movimento e o da audição.

Esta fusão é, aliás, não só o resultado do tocar piano em si, mas servirá também como condição prévia para alguém se tornar um dia um bom pianista. Até que ponto tais mudanças neuroniais no cérebro influenciam em outros resultados relativos à inteligência, é agora objeto de pesquisa.

Veja matéria em alemão, com fotos, no site: http://www.quarks.de/musik/004.htm


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VOCABULÁRIO DE TERMOS TAQUIGRÁFICOS

(Extraído e traduzido do livro “Vocabulário de Términos Estenológicos”, de Avenir ROSELL e Adhemar B. FERREIRA LIMA.)

Abreviação = Qualquer procedimento ou recurso, teórico ou convencional, aplicado na escrita estenográfica.

Automatismo = Hàbito cinético, destreza ou aptidão que permite ao indivíduo traçar, sem refletir, os estenogramas.

Avocalismo = Técnica teórico-estrutural de um sistema, em que as vogais não são expressas gráfica nem simbolicamente. De modo geral, os sistemas silábicos são avocálicos.

Bradigrafia = Lentidão no traçado dos sinais. Sinônimo: tardigrafia.

Braquigrafia = Denominação dada por Peter Bales, em 1597, a um sistema de escrita comum abreviada. Variação: “braquiptografia” (Silva).

Breviografia = Escrita abreviada; breviscritura.

Breviscritura = Denominação empregada por Joseph Hines (G. Bretanha), em em 1896.

Calistênico = Estenograma perfeito do ponto de vista teórico e especialmente gráfico (caligrafia, calistenografia, taquicaligrafia).

Calistenografia = Escrita estenográfica perfeita, especialmente do ponto de vista gráfico (“caligrafia”, “calitipia”)

Calitipia = Escrita mecânica perfeita.

Celegrafia = Escrita veloz, velocigrafia. Denominação dada à Taquigrafia, por Gunner Castle (Rochdale, 1886). Sinônimo: rapidografia.

Convencional = Estenograma formado com dispensa das regras teóricas ou gráficas do sistema. Nesta denominação estão incluídos também as letras (abreviaturas) ou números da escrita comum, símbolos, , etc, que na escrita estenográfica indiquem palavras ou frases do discurso. Sinônimos: arbitrário, abreviatura, sigla, gramalogo.

Criptografia = Escrita secreta, de que se fez uso principalmente na Idade Média.

Cursividade = Condição gráfico-dinâmica dos sinais estenográficos originados dos traçados da escrita comum, segundo o traçado da letra manuscrita espanhola ou inglesa. Exemplo clássico: o sistema de taquigrafia de Gabelsberger (alemão).

Cursivismo = Orientação ou característica gráfico-dinâmica dos sistemas cujos sinais se originam da letra manual espanhola ou inglesa.

Demótico = Diz-se do sistema ou dos princípios teóricos que prevêm sua difusão popular.

Engrossamento = Procedimento técnico-teórico, que consiste em traçar com maior grossura um mesmo sinal, para indicar um som diferente - geralmente afim (homorgânico): p/b, ou outro complementar: p/pr. Derivados: "engrossar", "engrossado".

Estena = Sinal primordial monofônico, cujo conjunto constitui o alfabeto de qualquer sistema. Em certo modo como justificação semântica do vocábulo, Mhartín y Guix, talvez o criador do termo, define ("Taquigrafia razonada", p. 14) e distingue: "ao dizer "letra" se há de entender [nas especulações estenotécnicas] que se trata de um dos caracteres do alfabeto vulgar, e "estena" do sinal representativo [do som] da letra correspondente". Sinônimo: "grafema".

Estenário = Conjunto de estenas de um sistema taquigráfico.

Estenografia = Procedimento de escrita que utiliza sinais de características grafodinâmicas e fonéticas especiais, com o que é possível alcançar velocidades superiores às comuns; taquigrafia, estenotaquigrafia. O nome "estenografia" foi usado pela primeira vez por John Willis, em 1602.

Estenografar = Escrever em estenografia.

Estenográfico = Pertencente ou relativo à Estenografia.

Estenógrafo = Indivíduo que usa a Estenografia, mesmo que não profissionalmente.

Estenografologia = Estudos grafológicos aplicados à Estenografia.

Estenograma = Sinal ou conjunto de sinais com que é representada uma palavra ou uma expressão sintagmática.

Estenogramática = Conjunto de normas teórico-gráfico-dinâmicas que estão presentes num sistema dado.

Estenologia = Ordem de estudos relativos à técnica das escritas abreviadas (Taquigrafia, Estenografia, Demostenografia) e sua evolução.

Estenometria = Parte da Estenotecnia, que estuda e determina aspectos e elementos quantitativos da escrita estenográfica. Tem dois sentidos ou aplicações: pragmática, em determinadas etapas do aprendizado e em concursos, competências, etc; e especulativa, em experimentos de laboratório, estabelecimento de índices de freqüência, estruturação de sistemas, etc.

Estenotaquigrafia = Taquigrafia, Estenografia. Dalmau explica, na terceira edição da sua "Taquigrafia Internacional" (1963), que emprega o vocábulo "pela necessidade de distinguir ou precisar conceitos: taquigrafia significa escrever com velocidade; estenografia, escrever com estenas, sem conter o conceito de rapidez; logo, ao querer expressar esta idéia associada à estenografia, não há recurso melhor do que lançar mão do termo estenotaquigrafia.

Estenotecnia = Parte da Estenologia que trata da "aplicação dos recursos abreviativos e procedimentos [........] para obter uma escrita mais simplificada e veloz possível" (Mhartín y Guix, "Taquigrafía razonada", p.1). Derivado: estenotécnico.

Estenotipia = Procedimento de escrita taquigráfica mediante máquinas especiais que imprimem sinais particulares. Derivados: estenotipar, estenotípico, estenotipista.

Filiforme = Diz-se, nos sistemas cursivos, dos traços finos e uniformes (em contraposição aos sinais engrossados). Por extensão, diz-se dos sistemas que só empregam sinais de traços finos.

Fonografismo = Princípio básico das escritas estenográficas, segundo o qual são grafados somente os sons do discurso; está enunciado pelo preceito latino "scribe ut verba sonant" (escreva conforme os sons das palavras).

Fostena = "Todo sinal fonético, em contraposição a "estena", que é equivalente de "letra"" (Mhartín y Guix, "Taquigrafía razonada", p. 14).

Fracionamento = Interrupção do traçado ou enlace dos sinais para indicar a elisão de algum som ou omissão de determinado elemento gráfico.

Fraseografia = Recurso de grau superior, que consiste em traçar de modo contínuo os estenogramas das palavras que integrem conjuntos preposicionais ou conjuntivos, frases feitas, locuções adverbiais, etc; engloba também a contração de tais estenogramas (por exemplo: "de + este = deste")

Fraseograma = Estenograma resultante da aplicação da Fraseografia.

Fraseologia = Procedimento abreviativo ou de enlace de estenogramas que integram frases feitas, refrãos, etc; é um recurso de grau superior. (bibl.: Nuzzi)

Gabelsbergueriano = Pertencente ou relativo ao sistema inventado por Franz XAvier Gabelsberger (1834), ou a suas sistematizações. Adepto, cultor, partidário ou praticante do referido sistema.

Gama = Tipo de exercício para aquisição de velocidade "que se fundamente na repetição indefinida de um mesmo (exercício) [trecho] até reduzir-lo a uma equação de tempo fixada de antemão" (Mhartín y Guix, "Taquigrafia razonada", p.333).

Geometrismo = Orientação ou característica gráficodinâmica dos sistemas cujos sinais se originam de uma figura geométrica (uma circunferência atravessada por quatro diâmetros; sistema tipo: Taylor).

Grafema = Sinal, sobretudo referido a formas graficamente simples e representativas de um som apenas.

Grafodinamia = Qualidade dinâmica dos sinais e traçados (estenogramas) quiroestenográficos.

Grafodinâmica = Parte da estenologia experimental que estuda os fatores dinâmicos da escrita.

Grafonomia = Parte da Lingüística que trata dos diversos procedimentos gráficos de registro da voz e do pensamento humano (Apgaua).

Grafotecnia = Termo usado por Moretti (1856) para designar o estudo dos procedimentos, recursos e formas de qualquer gênero de escrita.

Gramalogia = 1) Parte da exposição do conhecimento taquigráfico, que "se refere aos princípios em que descansam os recursos de máxima abreviação de que dispõe" um sistema dado (Mhartín y Guix, "Taquigrafía razonada", p. 7). 2) Em alguns sistemas, parte em que se expõe e explica a formação dos sinais convencionais ou gramalogos. 3) Parte da Estenologia que trata dos sinais gráficos das unidades fonéticas" (Guerrero, "Tratado").

Gramalogo = Convencional

Gramametria = "Métrica do tamanho ou magnitude relativa aos sinais" (Guerrero).

Gramatologia = "Ciência da escrita" (Todorov).

Gramografia = Escrita literal ou alfabética (referida também à Estenografia) (Guerrero).

Greguista = Pertencente ou relativo ao sistema propalado desde 1888 por John Robert Gregg. Adepto, cultor, partidário ou praticante deste sistema.

Heterografia = Modalidade ou característica teórico-expositiva, que possibilita várias formas de escrita de um som, sílaba ou palavra.

Hipergrafia = Grau superior de aplicação da escrita estenográfica. Sinônimo: "metagrafia".

Homografia = Modalidade ou característica teórica pela qual palavras distintas ficam representadas com idêntico estenograma. Antônimo: heterografia.

Encurvamento = Recurso teórico pelo qual um sinal reto adquire outro valor fonético ao ser traçado de modo curvo.

Índice de freqüência = Quadros numéricos com a freqüência relativa ao emprego de elementos fonéticos, léxicos, morfológicos, etc., para a estruturação de sistemas estenográficos. Pela primeira vez criado para o alemão por F. W. Kaeding, em 1898, sobre a base de dez milhões de palavras e vinte milhões de sílabas. Posteriormente, o processo foi aplicado para o estudo de diversos ramos da Lingüística.

Intersistemático = 1) Pertencente ou relativo a vários sistemas. 2) Disposição de agrupar normas de vários sistemas, pessoas praticantes desses sistemas, ou entidades que os patrocinam.

Isógrafo = Diz-se de sons, palavras ou frases que, por aplicação dos preceitos de um dado sistema, são representados por um mesmo estenograma. Veja "homografia".

Locografia (do latim "locus" = lugar) = Condição de alguns sistemas, em que os sinais modificam seu valor segundo sua posição em relação a um ponto ou linha de referência, ou de um sinal anterior.

Logografia = 1) Procedimento e organização mediante os quais foram recolhidos os debates da Assembléia Nacional e da Convenção Francesa durante a Grande Revolução, aplicando simplesmente a escrita comum. 2) Em 1789, Le Hodey empregou o termo no sentido de "escrita rápida", com a possível conotação de "taquigrafia". 3) Pétersen atribui ao termo um significado mais geral e atual: "Escrita, tanto comum quanto taquigráfica, na qual cada sinal [estenograma?] representa uma palavra.

Logógrafo = 1) Título ("Le logographe") de um periódico onde se publicavam (desde 27 de abril de 1791 a 17 de agosto de 1792) os debates da Assembléia Nacional francesa, e cujo empresário havia organizado uma equipe de escribas que usavam a escrita comum, dispostos em uma mesa circular, cada um dos quais anotava sucessivamente um grupo de palavras pronunciadas pelo orador, que, reunidas posteriormente, compunham a peroração total. Esta organização, aperfeiçoada depois com taquígrafos (turno), taquígrafos-revisores, etc, subsiste modernamente na maioria dos departamentos de taquigrafia parlamentar. 2) Indivíduo que trabalha segundo aquela organização.

Logograma = 1) Certo tipo de estenogramas convencionais. 2) Todo e qualquer estenograma. 3) "Uma palavra taquigrafada" (Guerrero, "Tratado..."); "Conjunto de sinais que formam uma palavra" (Pétersen).

Logologia = Parte da Estenologia que "trata da formação dos lostenas ou palavras estenografadas, atende às transformações que sofrem em virtude dos acidentes gramaticais e regula a diferenciação de fórmulas que impõem os casos de paronimia" (Mhartín y Guix, "Taquigrafía razonada", p.7).

Lostena (m.) = Estenograma. "Toda palavra taquigrafada, sejam quais forem em qualidade e número os elementos estênicos que entrem em sua composição" (Mhartín y Guix, "Taquigrafía razonada", p. 14).

Macrografia = Disposição pessoal ou do sistema em traçar sinais grandes. Antônimo: "micrografia". Pétersen refere o termo à extensão (quantidade) da escrita, e assim opõe a comum (macrográfica) à estenográfica (logicamente: micrográfica).

Macroestenografia = Disposição em aplicar a escrita estenográfica, dando aos sinais tamanho maior do que o normal.

Martiniano = Pertencente ou relativo a Francisco de Paula Martí, a seu sistema ou orientação técnica. Francisco de Paula Martí, valenciano, foi o fundador da Taquigrafia Castelhana.

Mecanografia = Em castelhano, sinônimo de Datilografia.

Metagrafia = Denominação ("metagraphie") dada desde 1897 ao nível profissional do sistema Duployé. Derivado: "metágrafo". Segundo Pétersen, é, o taquígrafo por excelência, metagrafo.

Metastena = Sinal que excede o valor de uma sílaba, abarcando várias (Mhartín y Guix, "Taquigrafia razonada", p. 14).

Micrografia = Disposição sistemática ou pessoal de traçar sinais pequenos. Antônimo: "macrografia".

Microestenografia = Disposição em aplicar a escrita estenográfica, dando aos sinais tamanho menor do que o normal ou o modelo.

Miostena = Todo sinal auxiliar que, como os diacríticos da escrita ordinária (acento, diéreses, apóstrofo, etc), se associa na estênica a outro principal para acrescentar ao seu valor próprio outro diferencial ou de caráter adjetivo. (Mhartín y Guix, "Taquigrafía razonada", p. 14).

Misto = Diz-se dos sistemas que empregam sinais geométricos e cursivos (sistema tipo: os martinianos).

Monograma = Em alguns autores, o mesmo que "estenograma". Segundo Guerrero, "uma letra ou sinal gráfico".

Notas tironianas = Denominação dada ao procedimento de escrita veloz, aperfeiçoado por Marco Túlio Tiro. A taquigrafia usada pelos antigos romanos.

Notário - Título dado aos taquígrafos na Roma imperial.

Ortostenia = Aplicação correta das normas teórico-gráficas de qualquer sistema.

Pitmaniano = Pertencente ou relativo ao sistema inventado, em 1837, por Isaac Pitman, ou à sua metodologia. Adepto, cultor, praticante ou partidário deste sistema.

Polifônico = Diz-se dos sinais que por si representam vários sons.

Poligrafismo = Modalidade técnico-teórica de alguns sistemas, de que resulta que um mesmo som é representado, segundo casos particulares, com sinais diferentes. (Veja "heterografia".)

Poligrama = Estenograma formado por mais de um sinal. Sinônimo: "polistênico" (Mhartín y Guix).

Poligrâmico = 1) Diz-se dos estenogramas formados por vários sinais. 2) Diz-se dos sinais que por si representam vários sons.

Polilostena = "Fórmula taquigráfica" que compreende várias palavras (Mhartín y Guix, "Taquigrafía razonada".)

Polivalência = 1) Condição de alguns sinais, de representar vários valores. 2) Condição dos estenogramas que representam várias palavras.

Prevost-deloniano = Pertencente ou relativo ao sistema Prevost-Delaunay (1896), ou à sua orientação técnica. Partidário, adepto, cultor ou praticante de alguma dessas sistematizações. Variante: "prevos-delonista".

Prolongamento = Extensão de um sinal para indicar um som complementar.

Quiroestenográfico, ca, = Diz-se da escrita estenográfica manuscrita.

Quirográfico, ca, = Diz-se dos sistemas ou sinais escritos a mão - em oposição aos sistemas aplicados mediante mecanismos - com elementos auxiliares simples - lápis, caneta, etc.

Semiografia = Escrita por meio de sinais.

Sestena = Sinal que representa uma sílaba exata (Mhartín y Guix, "Taquigrafía razonada", p. 14).

Signo = Traço (traçado, sinal) com que, em qualquer forma ou grau de Esteno_Taquigrafia, se representa um (monofônico) ou vários (polifônico) sons.

Sonografia = Denominação dada por A. Michel de Saint-Denis (Burdeos, 1830) para indicar "taquigrafia fonética".

Tailoriano = Pertencente ou relativo ao sistema inventado por Samuel Taylor (1786), ou a suas sistematizações. Adepto, cultor, partidário ou praticante desses sistemas.

Taquibraquigrafia = De acordo com sua etimologia, "escrita rápida por sua brevidade".

Taquicaligrafia = Denominação dada por P. Ladislao Coderque Amorós (Zaragoza, 1941) a um sisttema de sua invenção.

Taquigrafia = Procedimento de escrita que utiliza sinais de características grafodinâmicas e fonéticas especiais, aplicado de acordo com preceitos específicos, que permite alcançar velocidades de registro da palavra muito superiores às obtidas com a escrita comum. O primeiro autor que empregou esta denominação foi Thomas Shelton, em 1626 ("Tachygraphy. Te most exact and compendious method of Shorthand...").

Taquigrafologia = (Veja acima "Estenografologia".)

Taquigrafonia = Fusão dos três termos gregos: "tachys" - rápido, "graphia" - escrita - "phonè" - voz; ou seja, "escrita veloz da palavra" (Garibbo).

Taquigrama = Estenograma. Apesar de que, pela sua etimologia, o vocábulo compreenderia toda sorte de abreviaturas (convencionais), "stricto sensu" se aplica para designar os complexos gráficos formados segundo a teoria sistemática. Guerrero dá ao vocábulo o significado de "um escrito taquigráfico". mas neste sentido parece mais apropriado o vocábulo "estenoescrito".

Taquigramática = Conjunto de normas teórico-gráfico-dinâmicas que estão presentes num sistema dado.

Taquimetria = Veja "Velocimetria".

Tardigrafia = Bradigrafia. Lentidão no traçado dos sinais.

Transposição = Recurso teórico pelo qual os sinais adquirem significados diferentes de acordo com o lugar que ocupem no estenograma (Mhartín y Guix, "Taquigrafía razonada", p. 24). Veja "Locografia".

Velocigrafia = Procedimentos de escrita em caracteres comuns que, aplicando simplificações e recursos abreviativos diversos - gráficos e/ou teóricos - obtêm uma velocidade de registro maior do que a escrita comum.

Velocimetria = Parte da Estenotecnia que considera aspectos do conhecimento, seu ensino ou profissão em razão do tempo e do esforço que requer o traçado dos sinais e suas ligações. Também compreende a soma de unidades - palavras ou sílabas - com fins didáticos ou competenciais.

Versão taquigráfica = Transcrição de qualquer estenoescrito em caracteres comuns.

Zigzagrafia = Denominação dada ("zigzagraphie") por J. L. Dublar (Paris, 1833) a um sistema taquigráfico baseado na abreviação da escrita corrente.

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"As denominações - Taquigrafia e Estenografia - foram as que se generalizaram para designar os vários processos de escrita rápida ou abreviada na seara neolatina. Houve, entretanto, muitos outros termos aplicados com maior ou menor êxito, através dos séculos. Alguns tiveram existência efêmera; outros eram impróprios; alguns, embora sem sucesso, expressavam bem aquilo a que se referiam. Reunimos aqui algumas dessas denominações sem qualquer pretensão de apresentar lista completa."

  • Audeografia
  • Braquigrafia
  • Breviografia
  • Breviscrição
  • Calistenografia
  • Dromografia
  • Ecografia
  • Edeografia
  • Escriptografia
  • Esteneografia
  • Estenoboligrafia
  • Expediografia
  • Expeditiva
  • Fonastenografia
  • Fonegrafia
  • Foniconia
  • Fonografia
  • Fonoquigrafia
  • Fonotaquigrafia
  • Fotografia da palavra
  • Grafodromia
  • Grafonografia
  • Incografia
  • Lacografia
  • Laconografia
  • Metagrafia
  • Neografia
  • Notografia
  • Oquigrafia
  • Poligrafia
  • Prestografia
  • Pterigrafia
  • Rapidografia
  • Semeigrafia
  • Semiografia
  • Semografia
  • Sindiografia
  • Speedwriting
  • Tacolografia
  • Taqueografia
  • Taquestenografia
  • Taquibraquigrafia
  • Taquistografia
  • Tecnoestenografia
  • Tecnografia
  • Toografia
  • Velocigrafia
  • Vocografia
  • Zeiglografia
  • Zeitografia

 

9) "Do Oral para o Escrito: um Ofício do Taquígrafo Parlamentar". Monografia apresentada em 2005, por Maria Rodrigues de Oliveira, à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, como exigência parcial para obtenção de título de Especialista em Língua Portuguesa. Veja a monografia na íntegra.

Maria Rodrigues de Oliveira Maria Rodrigues é atualmente Encarregada do Serviço de Taquigrafia da Câmara Municipal de Guarulhos, São Paulo.

Um outro interessante trabalho sobre a retextualização poderá ser encontrado no link:
http://www.revistaveredas.ufjf.br/volumes/v6n2/cap10.pdf#search=%22taquigrafo%22

 

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