Victor Tavares
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Jornal Taquigráf.

VARIEDADES III

“Basically all my literary work is written in Shorthand.”
(George Bernard Shaw – Nobel Prize in Literature, in 1925.)

 

  1. Taquigrafia e Personalidades Célebres.
  2. Sistema Computadorizado de Metrificação de Textos, idealizado pelo Diretor da Taquibrás, Prof.Paulo Xavier.
  3. Hilariante trecho do livro Farpas Escolhidas, de Ramalho Ortigão, escritor português da fase realista (Porto, 1836 — Lisboa, 1915), em que faz referência aos taquígrafos.
  4. Os Taquigramas.
  5. Marcação de um texto para treinamento da velocidade taquigráfica.
  6. A primeira taquígrafa da Câmara dos Deputados.
  7. FRASEOGRAMA e CALITAQUIGRAFIA
  8. Intersteno - Associação internacional dos taquígrafos.
  9. Preciosidades Taquigráficas.

 

  1. TAQUIGRAFIA E PERSONALIDADES CÉLEBRES


É interminável a lista de pessoas famosas que tiveram relação muito direta com a taquigrafia ou que foram, elas próprias, taquígrafas.
Eis alguns nomes:


Cícero
Marco Túlio Tiro, escravo e secretário de Cícero, o grande orador e político romano, foi o autor do primeiro sistema organizado de taquigrafia, as "Notas Tironianas".


O Imperador Augusto
(63 a.C. - 14 d.C.)
Júlio César Otaviano, sobrinho-neto de Júlio César, que se chamou depois "O Imperador Augusto", foi taquígrafo e elevou a taquigrafia à condição de arte liberal. Suetônio, historiador latino, narra (XII Vitae Imperatorum) que Augusto ensinava as Notas Tironianas a seus netos.

  Guglielmo Marconi, físico italiano, primeiro a realizar ligações por meio de ondas hertzianas (Prêmio Nobel, 1909); escapou do desastre do Titanic, embarcando no Lusitânia, em abril de 1912, a convite da estenodatilógrafa que trabalhava com ele.

O grande escritor italiano, vigoroso polemista, Giovanni Papini, muito apreciou a estenografia, valendo-se dela para ditar ou desdobrar a sua obra.

Os Papas Pio II e Pio III, que notoriamente usavam a estenografia para suas anotações particulares.

Papa Pio XII,
(1876-1958)
Papa desde 1939, Pio XII costumava estenografar todos os seus apontamentos e notas num sistema de taquigrafia variante do Sistema Gabelsberger_Noë.

Blaise Pascal (1623-1662), o grande matemático, físico, filósofo e escritor francês costumava firmar seus pensamentos com minutíssimos sinais traçados com um alfinete sobre a unha.
Victor Hugo.
 Charles Dickens, romancista inglês famoso (1812-1870) foi estenógrafo, jornalista e parlamentar.
Thomas Jefferson (1743-1826), terceiro Presidente dos Estados Unidos.
Woodrow Wilson (1856-1924), Presidente dos Estados Unidos nos anos da Primeira Guerra Mundial; foi apaixonado pela taquigrafia, utilizando-se dela em muitos dos seus escritos pessoais; concorreu com o escritor e também estenógrafo, William Rosenberg.
 James Byrnes, Secretário de Estado americano de T. Roosevelt. Conta em seu livro “Speaking frankly” haver registrado estenograficamente as conversações de Roosevelt, Churchil e Stalin na Conferência de Ialta, em fevereiro de 1945.
Wiston Churchill.
 O Mahatma Ghandi (Mohandus Karamchand).

John Steinbeck, romancista americano, Prêmio Nobel de Literatura em 1962, costumava escrever seus livros em estenografia para depois ditar novamente no gravador.

O grande escritor russo Fiodor Dostoievski, que casou com sua secretária estenógrafa, Anna Gregorievna.
Daniel Defoe (1659-1731), autor de Robinson Crusoe, costumava redigir seus numerosos escritos por meio da Estenografia.

O escritor russo Leão Tolstoi (1828-1910), autor de “Guerra e Paz”.

Edgar Wallace (1875-1932), escritor inglês autor de inúmeros romances policiais, que se valeu da estenografia para escrever os seus romances, que traziam sempre o mote “este livro não te fará dormir”.
 O escritor tcheco Franz Kafka. O manuscrito de “O Processo”, vendido durante um leilão na galeria Sotheby’s, de Londres, por 1 milhão de libras, estava escrito em letra miúda em 316 folhas soltas de um caderno de notas, com muitas anotações taquigráficas, inúmeras revisões e trechos riscados.

Isaac Newton (1643-1727), fundador das Ciências Naturais, estenografou os manuscritos da sua Obra.


Santo Agostinho (354-430)
Os seus sermãos foram conservados em grande parte pelo trabalho dos taquígrafos. As suas conversas, também de cunho religioso, foram também recolhidas por taquígrafos. No seu livro De Doctrina Christiana, onde ensinava a arte de pregar e de ensinar, Santo Agostinho fala muito favoravelmente do estudo da taquigrafia.

E podemos continuar esta pequena relação, citando duas eminentes personalidades. Primeiro, Júlio Verne, que disse: “A estenografia é uma arte muito útil, da qual ninguém pode negar as vantagens. Mas com que precisão registra os múltiplos erros que escapam dos oradores! Este é ao mesmo tempo o seu lado bom e mau”. E ainda o escritor italiano de grande reputação, Luigi Perandello, que exclamava, dirigindo-se aos taquígrafos: “Parem, por caridade, não consigo falar na velocidade com que vocês escrevem!”

George Bernard Shaw, famoso escritor irlandês (1856-1950), autor de romances, ensaios e peças de teatro (Prêmio Nobel, 1925). Defendeu um sistema de estenografia baseado no sistema Pitman para a reforma da ortografia inglesa. No “Pitman’s Journal”, editado em Nova Iorque, Volume XXVIII, nº 9, assim se expressou: “Praticamente, todo o meu trabalho literário é escrito em taquigrafia.”

GEORGE BERNARD SHAW

(1856-1950) Nasceu em Dublin. É considerado um dos grandes escritores
da língua inglesa e sua obra lhe valeu o Prêmio Nobel de Literatura, em 1925.

(Texto extraído da REVISTA TAQUIGRÁFICA)

Do "Pitman's Journal", editado em New York (Revista mensal americana referente ao método de Pitman), Volume XXVIII, nº 9, com a devida vênia transcrevemos a seguir um precioso conceito de autoria de George Bernard Shaw, sobre o referido método:

"Eu não sou um perito em Taquigrafia, no sentido da palavra usada pelos taquígrafos parlamentares, porque nunca trabalhei como taquígrafo parlamentar e não tenho tido prática de responsabilidade em trabalhos profissionais. No entanto, poucas pessoas podem ter feito mais uso da Taquigrafia do que eu, ou tê-la-ão achado mais indispensável.

Praticamente, todo meu trabalho literário é escrito em Taquigrafia. Isto me torna independente de datilógrafos, dictafones e da presença imediata de um secretário. Muito do que escrevo é feito em trens, onde essas ajudas não são possíveis, e onde eu não posso fazer uso da escrita vulgar nem de tipos de Taquigrafia cursiva legivelmente, embora possa fazer qualquer Taquigrafia geométrica, como a de Pitman, suficientemente bem para garantir uma tradução correta do datilógrafo."

 

Papa Bento XVI Papa Bento XVI

"Lembro-me como se fosse hoje de que o jovem professor Ratzinger (atual Papa Bento XVI) às vezes “sumia” de circulação e se retirava para algum canto para rezar o breviário ou preparar a conferência seguinte. A propósito disso, sou testemunha de como era muito hábil no uso da taquigrafia para escrever velozmente suas palestras." (Cardeal Alfonso López Trujillo presidente do Pontifício Conselho para a Família.)

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3. Texto extraído do livro FARPAS ESCOLHIDAS, de Ramalho Ortigão.    

O senhor presidente senta-se, com os seus secretários um de cada lado. A Câmara está nos
seus postos, cheia de compostura e de gravidade, com as barbas feitas Os taquígrafos têm
aparado as suas penas mais velozes, têm-nas molhado na sua tinta mais corredia, e, de punho
suspenso sobre a página, com a manga de alpaca enfiada no braço, o colete desabotoado, o
corpo curvo, esperam ávidos e diligentes.
O senhor presidente toca a campainha e diz: - Está
aberta a sessão.
O senhor presidente assoa-se, tosse, procura nas algibeiras, consulta os senhores secretários
em voz baixa Na mesa trocam-se palavras imperceptíveis Os senhores secretários procuram
também nas algibeiras Um deles tira uma carteira, o outro tira o relógio, o senhor presidente tira
um lenço branco, que coloca sobre a mesa pondo-lhe em cima o antebraço O senhor presidente
enxuga os beiços ao lenço branco e toma a colocá-lo sobre a mesa ao lado de um lápis. Alguns
senhores deputados batem nas tampas das carteiras com os nós dos dedos e fazem gestos
expressivos aos senhores contínuos que aparecem. Os senhores deputados estendem a mão aberta
paralelamente com o nariz e movem-na repetidamente, metendo para dentro da boca a ponta do
dedo polegar: os senhores contínuos percebem esta mímica e voltam trazendo copos de água O
senhor presidente, vendo este movimento, cruza os braços no peito, recosta a cabeça para trás, e
espera. Os senhores deputados que beberam água trocam uns com os outros palavras que se
não ouvem na mesa dos taquígrafos e deitam as línguas de fora.
(Silêncio). Os senhores
Deputados que beberam água e deitaram as línguas de fora tomam a meter as línguas para dentro.
(Outro silêncio)
O senhor presidente: - Está em discussão o parágrafo n° 6 do projecto de lei n° 8. (Silêncio
profundo).
O senhor presidente percorre com os olhos a assembléia, tendo o braço erguido no ar e um lápis em punho No meio do silêncio geral ouve-se nos bancos da direita um rugido intestinal.
Uma voz debaixo dos bancos da esquerda: - A maioria rugiu!
Uma voz debaixo dos bancos da direita: - Fora, faccioso!
A primeira voz: - Peço ao senhor presidente que me dê o rugido para uma explicação pessoal.
Muitas vozes: - Peço o rugido! Peço o rugido!
O senhor presidente tocando a campainha: - Ordem, senhores! Ordem! Eu não posso dar o
rugido a todos ao mesmo tempo. Inscrevam-se, inscrevam-se! (Pausa) Tem o rugido o digno
deputado Sr Barros and Cunha.
O Sr. Barras and Cunha (com amarga ironia e uma grande calva): Senhor Presidente, eu não
rujo senão em inglês, no rugido de lorde Byron e de John Stuart Mill (Com uma grande
sobreexcitação de amargura e de ironia). Se eu rugisse, o Governo não me compreenderia sem
consultar os dicionários! Senhor presidente (cada vez mais amargo e mais calvo), eu desisto do
rugido.
O senhor presidente: - Continua a estar em discussão o parágrafo n° 6 do projecto de lei n° 8.
O deputado Sr. Rocha Peixoto, cheio de barba e de ardor: - A rugidos. Digo: a votos! A
votos!
O deputado Sr. Tonas Lírico: - Apoiado!
O Senhor presidente: - Está aprovado o parágrafo n° 6 do projecto de n° 8 Como deu a hora,
está levantada a sessão. A ordem do dia para amanhã é a discussão do parágrafo n° 7 do dito
projecto n° 8
E está-se nisto há dois meses!

RAMALHO ORTIGÂO (José Duarte), escritor português da fase realista (Porto, 1836
Lisboa, 1915) - AS FARPAS (1887 - 1891)

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4. A rigor, taquigrama (ou estenograma) é qualquer sinal taquigráfico (estenográfico) representativo de uma sílaba ou palavra. Ou seja, qualquer sinal em taquigrafia é um "taquigrama". Assim, o pequeno traço horizontal ( — ), que no método Maron tem o som do "t", é um taquigrama. Mas "taquigrama" costuma significar também (em alguns métodos de Taquigrafia) as abreviaturas especiais. Nesta concepção, um taquigrama pode abreviar uma palavra, um termo ou até uma frase inteira. Trata-se, então, de um sinal especial de que o taquígrafo se vale para reduzir ainda mais a taquigrafia e desta forma conseguir ser mais veloz. Os taquigramas, então, são abreviações inventadas, em geral, para palavras, expressões e frases muito usadas, para as quais vale a pena a criação de um sinal reduzido. Por exemplo, no método Maron, quando o taquígrafo ouve alguém falar "etcétera" num discurso, ele usa um taquigrama, que são três pontinhos (...). Para a frase "Vossa Excelência me permite um aparte?", que é uma frase muito usada nos parlamentos (Assembléias e Câmaras), há um sinal especial, condensado, um "taquigrama", que, no método Maron, é a letra "v" maiúscula (V). Veja como um "taquigrama" é útil para a velocidade. Uma frase inteira é reduzida para apenas um sinal! Podemos dizer, então, que quanto mais "taquigramas" um método de taquigrafia tiver, melhor, mais rápido e fluente será o taquígrafo. Existem duas espécies de "taquigramas". Os taquigramas criados para as palavras, expressões e frases de uso corrente e as "abreviaturas temporárias e de circunstância". Estas últimas são usadas da seguinte forma: num apanhamento taquigráfico sobre determinado assunto, o taquígrafo percebe logo as palavras, expressões e frases que são pronunciadas muitas vezes. O taquígrafo cria, então, na hora, um taquigrama especial. Digamos que numa reunião determinado orador sempre termine um período com a frase "Esta é que é a verdade!". Em vez de o taquígrafo taquigrafar todas estas palavras ele apenas vai taquigrafar "Esta" e colocará um traço grande em baixo. Quando for traduzir, saberá que o "Esta" com um traço grande embaixo significa "Esta é que é a verdade!"

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6. A primeira taquígrafa da Câmara dos Deputados.
(Matéria extraída da Revista Tachygraphica.)


"A Snha. Zulma Leite de Castro foi a primeira profissional brasileira que ingressou no quadro dos tachygraphos da Camara dos Deputados. Nomeada, em 1926, após concurso, para a Secretaria do Senado, ahi prestou serviços até 1930, quando o Congresso Nacional foi dissolvido. Passou então a actuar no Tribunal de Sancções, e, mais tarde, no gabinete do Ministro Antunes Maciel, onde teve opportunidade de mais uma vez evidenciar apreciavel capacidade de trabalho.
Dotada de solida cultura, não se lhe tornou difficil ensaiar suas aptidões na tachygraphia, e, ao organizar-se a Secretaria da Assembléa Nacional Constituinte, da qual fizeram parte funccionarios da antiga Camara e Senado, a Snha. Zulma Leite de Castro, designada para a Secção de Tachygraphia, dedicou-se effectivamente á pratica da arte.
Ha tres annos exerce, em virtude de nomeação da Commissão Executiva, o cargo de 2º Tachygrapho, de que se vem desincumbindo com zelo e dedicação.
Registrando a actuação da Snha. Zulma Leite de Castro na Tachygraphia da Camara dos Deputados, como profissional e como collega que desfructa, merecidamente, o apreço geral, REVISTA TACHYGRAPHICA rende-lhe as homenagens de sua sympathia."

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7. Ao ler o livro “Shorthand Teaching Technique” (A Técnica do Ensino da Taquigrafia” ), de Robert W. Holland e B.W. Canning, deparei com duas palavras   em inglês que, acho, podem ser perfeitamente aproveitadas no idioma português, principalmente no meio taquigráfico. A primeira é “phraseogram”.   Segundo tradução do dicionário Michaelis, é, em taquigrafia, o símbolo representativo de uma frase.  

Em português nós temos as palavras “sinais convencionais, taquigramas, abreviações, convenções, totais, simplificações", para significar uma palavra, uma expressão ou uma frase inteira.  Não fazemos, então, distinção entre um símbolo taquigráfico usado para representar uma palavra e um símbolo taquigráfico para representar uma frase.  Os ingleses fazem, e de modo muito apropriado.   O símbolo usado para significar uma frase inteira eles o chamam de “phaseogram” (pronunciado “freiziegrem”).

Como o Houaiss não registra a palavra “fraseograma”, mas registra as palavras “fraseologia, fraseomania”, parece ser a palavra “fraseograma” uma palavra bem formada, “fraseo” valendo para “frase” e “grama” valendo, de acordo com a etimologia, para “sinal gravado, letra, texto, registro”.

A segunda palavra que despertou a minha atenção é “penmanship”.   A tradução é “caligrafia”.  Mas toda vez que tentava traduzir um trecho onde aparecia esta palavra, tinha que usar um circunlóquio para me referir à taquigrafia, pois “caligrafia” era uma tradução que não condizia com o sentido exato que pretendia.

  “Penmanship” era, então, traduzido como “feitura perfeita dos sinais taquigráficos”.  Ora, se “caligrafia” significa “letra bonita, bem feita” quando se refere à grafia comum, é de se deduzir que “calitaquigrafia” seja “um sinal taquigráfico bonito, benfeito, feito com perfeição”, ou "sinais taquigráficos bonitos, benfeitos, feitos com esmero".  

                                              Prof. Waldir Cury

 


 

 

8. INTERSTENO - International Federation for Information Processing (Federação Internacional para o Tratamento da Informação.) Este é o nome atual da Associação internacional de taquígrafos, fundada em Londres em 1887. Realiza congressos internacionais de taquigrafia de dois em dois anos.
O site da Intersteno é:
http://www.intersteno.org


Congressos da INTERSTENO

 

1.

1887

London

2.

1889

Paris

3.

1890

München

4.

1891

Berlin

5.

1893

Chicago

6.

1897

Stockholm

7.

1900

Paris

8.

1905

Brüssel

9.

1908

Darmstadt

10.

1912

Madrid

11.

1913

Budapest

12.

1920

Straßburg

13.

1922

Dresden

14.

1924

Lausanne

15.

1926

Mailand

16.

1927

Brüssel

17.

1928

Budapest

18.

1931

Paris

19.

1934

Amsterdam

20.

1937

London

21.

1955

Monaco

22.

1957

Mailand

23.

1959

Wien

24.

1961

Wiesbaden

25.

1963

Prag

26.

1965

Paris

27.

1967

Bern

28.

1969

Warschau

29.

1971

Brüssel

30.

1973

Valencia

31.

1975

Budapest

32.

1977

Rotterdam

33.

1979

Belgrad

34.

1981

Mannheim

35.

1983

Luzern

36.

1985

Sofia

37.

1987

Florenz

38.

1989

Dresden

39.

1991

Brüssel

40.

1993

Istanbul

41.

1995

Amsterdam

42.

1998

Lausanne

43.

2001

Hannover

44.

2003

Rom

45.

2005

Wien

46. 2007
Prague

47. 2009
Beijing

48. 2011
Paris

49. 2013
Ghent

50. 2015
Budapest

 

 

 

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